O velho queria me comer por 52 mil

Esse é um acontecimento que vivi não faz muito tempo, numa época em que trabalhei numa oficina de costura no bairro do Brás, em São Paulo. Era o meu primeiro emprego e o meu namorado, que era também o primeiro, me acompanhou no dia da primeira entrevista, pois eu nem conhecia o lugar e ele, por sua vez, queria saber se me deixava trabalhar ali ou não.
Ciumento! Mas com razão, porque há muito me percebo como uma menina que chama um pouco a atenção dos meninos, ainda que nunca tenha dado a menor chance a ninguém. Sempre tive um comportamento exemplar, segundo diz uma tia minha.
A oficina ou fábrica, como for preferido, ainda existe; fica próximo da estação Bresser do Metrô.
Fui contratada e logo comecei a trabalhar, como auxiliar administrativa, numa sala não muito grande, que ficava num nível elevado em relação à oficina, onde trabalhavam umas 40 pessoas, entre costureiras, encarregadas e outras funções, quase todas mulheres.
No escritório tralhavam eu, duas outras meninas com um pouco mais de idade que eu, e com bom tempo de casa. Trabalhavam também dois rapazes, com bem mais idade que eu… muito gatos. Eram filhos da dona Laura, a dona da fábrica, tinham namoradas, que vez ou outra estavam por ali, e eram muito bem educados.
E tinha também o velho babão… quer dizer, estava por ali de vez em quando o senhor Husmann (acho que é assim que escreve), um velhão gordão, barrigudão, que era pai da dona Laura, avô dos rapazes, e que acompanhava a filha por não ter o que fazer em casa. Sua única ocupação era, na verdade colecionar rádios antigos. Vez ou outra aparecia mostrando algum rádio velho que tinha comprado ou, então, que tinha mandado restaurar para fazer parte da sua coleção.
E foi aí que a história começou. O senhor Husmann resolveu me colecionar também.
Muitas e muitas vezes ele me chamou para ir à sua casa conhecer a sua coleção de rádios.
Ele chegava no escritório e logo puxava conversa comigo, sentando-se em frente à minha mesa e até me acompanhando na fábrica, quando eu tinha de descer para falar alguma coisa com alguém de lá, entregar algum documento ou coisa assim. Eu achava tudo uma simpatia e nem estranhei quando ele começou a dizer que um dia qualquer iria me pagar um almoço.
Quem estranhou foi uma das meninas, que logo falou para a outra e depois as duas falaram comigo. E o que elas falaram foi que o homem devia estar apaixonado por mim, pois ele nunca fora de ficar de conversinhas com nenhuma delas ou com qualquer outra moça da fábrica, mas que comigo a coisa estava diferente, inclusive porque ele já não ficava um único dia sem comparecer na fábrica… só para me ver, só para falar comigo.
– Eu, heim! O que é que eu vou fazer com um velho? Tenho namorado, mas mesmo que não tivesse…
– Vai ver que ele só quer dar umas pirocadas. – disse uma delas.
– Será que ele ainda consegue? – brincou a outra.
– Pode até nem conseguir, mas que vai te querer levar pra cama, isso vai. – falou a primeira.
– Ai, gente. Parem com isso! – falei sério, pois nem estava mesmo gostando daquela conversa.
Mas elas tinham razão.
Toda a amabilidade e sutileza do homem acabou num sábado em que tive de ir fazer horas extras, por causa do acúmulo de serviços no auge da temporada de produção. Estávamos eu, a dona Laura e ele no escritório, mas num momento em que a mulher desceu até uma salinha que tinha nos fundos da oficina ele atacou, dizendo que ia me levar para almoçar.
Eu tinha rejeitado todos os seus convites até então, com a desculpa de que levava comida de casa, mas naquele dia ele já foi falando que não aceitaria um não como resposta.
– Mas senhor Husmann, eu…
– Serrá que o senhorrrita não percebe que eu estar apaixonado…?
E falou segurando o meu braço, quase colando seu rosto ao meu, querendo me beijar. Minha sorte foi que a mulher logo estava subindo a escada e o homem se afastou, disfarçando. Mas daquele dia em diante não me deu mais sossego, sempre que tinha uma chance ele aproveitava para me tocar nos braços, nos ombros e, certa vez, em minha coxa, por baixo da minha saia.
Mas isso aconteceu por culpa do meu namorado. Ele queria trocar de moto e precisava de 2 mil. Eu estava comentado com as duas meninas, o senhor Husmann ouviu nossa conversa e no mesmo dia me apareceu com o dinheiro. Levei um tempão até me decidir se aceitava ou não, pois bem sabia o preço que o homem iria cobrar depois. Mas justo naquele momento meu namorado ligou e, apaixonada e comovida com o seu desejo, falei que estava vendo se conseguia pegar um empréstimo no banco…
Minutos depois eu estava com o dinheiro na bolsa.
E me arrependi. Por um bom tempo eu me arrependi, pois o senhor Husmann já não desgrudava mais.
– Eu te dar mais dinheiro. Quanto o senhorrita quer?
Por várias vezes senti vontade de perguntar se ele não se enxergava, mas logo eu lembrava que não podia fazer isso, para não ser demitida, pois eu tinha planos de começar minha faculdade e aquele salário fazia parte dos meu plano. Então, num certo dia, perguntei:
– Mas senhor Husmann, o que o senhor quer comigo afinal?
– Orra mocinha… vai dizer que não saber o que um homem quer com uma mulher?
– Claro que sei o que um homem quer de uma mulher, mas o senhor… o senhor ainda…?
Peguei o homem no contrapé, coitado. Ele ficou sem graça, mas logo deu outra solução.
– Senhorrita estar certa, acho que eu não dar mais… Mas o senhorrita pode me fazer com o mão, com o boca.
– O senhor está maluco?
– Eu perdoa os 2 mil, não precisa pagar.
– Mas de jeito nenhum. Eu vou te devolver o dinheiro e…
– Eu te dar mais10 mil.
– Dez mil? – perguntei a ele, dois dias depois.
– Te dar mais 10 mil e não precisar pagar os 2 mil que já te dei.
– Mas é só com mão. – falei.
– E com o boca também. E com o boca também. – disse ele, acendendo os olhos.
– Posso tentar. – falei. – Mas quando vai ser?
– Na sábado. Vamos na motel.
– Motel não, senhor Husmann. O senhor nem pode mais dirigir.
– Nós vai de táxi.
Era uma quarta-feira e passei os dois dias seguintes me perguntando se eu teria coragem de, pelo menos, pegar na mão e … arrrgh… por na boca.
Na sexta-feira de noitinha eu descobri que jamais teria estômago para chupar e nem mesmo pegar.
Aconteceu que a dona Laura pediu que eu ficasse um pouco além do expediente para concluirmos um serviço, e enquanto ela saiu para ir comprar um lanche para nós três o homem quis aproveitar que estávamos só nós dois ali, ainda que não por muito tempo.
– Vamos aproveitar agora. – ele falou, me levando pelo braço até o banheiro do escritório.
– Mas senhor Husmann! – eu protestava, mas já pensando que seria até mesmo melhor fazer ali, rapidinho, do que ter de passar algumas horas com ele num motel.
E assim que chegamos ao banheiro o homem já foi baixando as calças e me forçando para baixo…
Até me agachei, até acreditei que fosse conseguir, mas quando vi aquela banha toda do homem, aquela barriga pendurada, aquela gordura cobrindo quase que por completo aquilo que algum dia já havia sido um pênis…
E pênis que é bom… o do meu irmãozinho de dois anos tinha um muito maior. O do homem era todo encolhido, enrugado… um nojo.
Levantei-me às pressas, peguei minha bolsa e corri dali, para a rua, para casa…
Passei um final de semana confusa, com imagens ruins daquelas partes do homem vindo à minha mente o tempo todo. Eu até queria ter ido para a cama com o meu namorado nem que fosse só para colocar imagens melhores na minha cabeça, mas não tivemos oportunidade.
E então, chegou a segunda-feira e eu tinha que, no mínimo, me explicar com a dona Laura, contar porque fugi de lá na sexta-feira. Sentia uma sensação ruim e parecia até torcer para o metrô quebrar e eu jamais chegar lá. Mas cheguei e até que dei sorte, pois a dona Laura não estava, apenas os dois rapazes, seus filhos, e também as duas meninas, colegas de trabalho.
Mas ela chegaria a qualquer momento e eu teria de me explicar. Foi então que o Lihert, o filho mais novo, desceu para apanhar uns documentos na salinha dos fundos da fábrica e desci atrás, dizendo que precisava muito falar com ele. Entramos na salinha e fui logo falando do seu avô, das pretensões dele comigo e do que havia acontecido na sexta-feira. Pedi que ele me ajudasse, que falasse com sua mãe por mim.
Sua reação foi completamente diferente do que eu esperava que fosse.
Ele ficou me olhando por algum tempo, depois se posicionou junto à porta de modo a impedir que alguém pudesse entrar e me agarrou.
– Mas até o meu avô! A culpada é você. – ele disse, enquanto me pegava pelo braço e me puxava para junto do seu corpo, antes de grudar sua boca na minha.
Fiz de tudo para me livrar do beijo, para me desvencilhar do seu braço que me apertava as costas, mas não consegui… ele era muito mais forte que eu.
E mais forte ainda foi o que ele fez em seguida: enfiou sua outra mão por baixo da minha saia, subiu por entre as minhas coxas, e antes mesmo que eu pudesse fechar-me por completo, agarrou meu sexo.
Fiz outra tentativa de me soltar, mas não consegui. Eu serrava os lábios para evitar o beijo, empurrava seu o braço com uma mão, tentando me afastar, empurrava sua outra mão, tentando tirá-la do meu sexo, mas não teve jeito. Quanto mais eu me debatia, já resolvida a gritar, se eu simplesmente conseguisse livrar minha boca, mais ele abria meus lábios, e mais ele entrava por debaixo da minha calcinha, tocando diretamente o meu sexo.
E então deu-se o que eu nunca teria imaginado que pudesse acontecer numa situação dessas, mesmo porque eu nunca havia passado por coisa semelhante. Depois de correr seus dedos por toda a minha vulva ele dirigiu seu dedo maior para a entrada da minha vagina. Tentei travar as coxas para evitar um contato maior, mas elas não me obedeceram, pelo contrário, abriram-se, como que movidas por uma vontade própria.
– Nãããão. – murmurei, ao invés de gritar por ajuda, no momento em que seus lábios deram uma folga.
Não gritei, não forcei mais para me livrar dele… apenas abri as pernas, deixei mexer, deixei enfiar o dedo…
Não sei o que foi aquilo.
Dizer que tive um orgasmo eu não posso, pois não foi um orgasmo ou, pelo menos, não foi um orgasmo do tipo que eu estava acostumada a ter com o meu namorado, foi algo muito diferente. Primeiro porque foi uma coisa rápida, questão de poucas mexidas e praticamente uma única enfiada de dedo, diferente do tempo enorme que demoro até conseguir, isso quando consigo. Segundo, porque não foi aquela coisa que vem aos poucos, subindo pela espinha até causar aquele frenesi pelo corpo todo… o frenesi, o descontrole, foi só no sexo, na vagina, na xana.
Numa coisa, porém, foi igual ou, pelo menos, quase igual aos orgasmos que eu já tinha vivido: é que fiquei mole, amolecida, caída, destruída, com as pernas literalmente bambas, a ponto de não conseguir andar, caso eu tentasse.
E fiquei agradecida também, agradecida a ponto de querer beijá-lo e de beijá-lo, beijá-lo, beijá-lo.
Por fim, me contive, olhei em seus olhos, estava sem palavras, comecei a me recompor arrumar meus cabelos, minha roupa, minha calcinha.
– Você é muito sexy. – ele disse. – Não é por menos que mexe com a cabeça do meu avô, minha, do meu irmão.
Saí daquela salinha quando achei que já não havia em mim nada mais que denunciasse o que tinha acabado de acontecer. Mas não falei nada, apenas ouvi suas juras de que me amava e que queria dar tudo para mim em troca do meu amor.
E essa agora? – eu me perguntava, no caminho de volta para o escritório. Quis me livrar de um e agora sabia de três a fim de mim. Nem pensava direito naquela coisa que eu tinha experimentado, parecida com um orgasmo, muito mais forte que um orgasmo.
E quase tive outro orgasmo quando entrei no escritório e a mulher já estava lá. Mas não foi um quase-orgasmo ruim, ao contrário:
– Meu pai disse que você recebeu um telefonema e por isso saiu apressada sexta-feira, sem nem ao menos ter me esperado… Aconteceu alguma coisa de grave?
– Sim… quer dizer, não. Foi só um alarme falso. Falaram que meu namorado havia sofrido um acidente de moto, fiquei apavorada, mas não aconteceu nada de grave, foi só um tombo. Mas hoje eu termino aquele serviço, pode deixar.
Esperto o senhor Husmann. – eu pensava. – até merece uma chu… Merece porcaria nenhuma. Nem quero ficar lembrando aquele dia com ele no banheiro.
Eu tinha outras coisas para pensar.
Na semana seguinte eu estava traindo o meu namorado.
O senhor Husmann conversou comigo uma vez, duas vezes, três, disse que compreendia a minha atitude naquele dia, porque saí correndo, reconheceu que deve ter sido uma visão degradante para mim, mas continuou insistindo que me queria. Levou-me, finalmente, para almoçar e expôs as regras do jogo.
– Eu querrria ter o senhorrrita por uma tarde… umas horrras pelo menos. Eu saber que não poder fazer muita coisa, já estar velho, feio, trauma para o senhorrrrita. Mas eu queria pelo menos ver o senhorrrita nua, olhar corpo, admirrrar e… e se o senhorrrita perder o asco… podia até fazer o que não fez naquele dia.
– Pode esquecer, senhor Husmann. Não se trata nem do fato de o senhor ser idoso, nada disso. É que eu tenho namorado e…
– O senhorrrita passar umas horrras comigo e eu pagar 50 mil no mesmo horra… levo dinheiro vivo.
O Lihert, filho da patroa, neto do senhor Husmann… o Lihert que me catou na salinha dos fundos da fábrica e me deixou bagunçada… O Lihert irmão do Ravi, que, segundo ele, também estava a fim de mim…
Pois bem… o Lihert só me procurou uma vez só, na semana seguinte àquele acontecimento.
– Será que a gente pode se ver hoje, depois do expediente? Te levo em casa depois.
– Hoje não posso. – falei, lembrando que era quinta-feira, dia de visita do meu namorado.
– E amanhã?
Amanhã… quer dizer, na sexta-feira, avisei minha mãe que ia chegar um pouco mais tarde, por conta do serviço, e me vesti um tanto diferente do que costumo me vestir. Escolhi melhor a calcinha e coloquei um sutiã, coisa que não costumo usar.
Mas eu estava diferente também. Ficava o tempo todo me dizendo que o Lihert apenas pediu para me ver depois do expediente, e ao mesmo tempo me condenava por estar me vestindo como se fosse a um encontro sexual. Não vou transar com ele, eu dizia o tempo todo, mas me preparava como se já estivéssemos combinado a transa.
E nem combinamos. Aconteceu sem combinar. Aliás, aconteceu sem ele me pedir, sem eu me oferecer.
No meio do dia ele me chamou de lado e disse onde esperá-lo; num dos acessos da Estação Carrão do Metrô. Esperei, logo eu estava no seu carro.
– Vou te levar para um lugar bem bacana. Você vai gostar. – ele disse.
Não perguntei que lugar era. Imaginei que fosse um restaurante chique, perguntei-me se estava adequadamente vestida para um lugar desse tipo, mas logo descobri que ele me queria sem roupa alguma, quando, depois de alguns quarteirões, entrou comigo num motel.
Mas que descaramento! – eu pensava. – Nem vai perguntar se eu quero ou não, se eu posso ou não.
Resolvi brincar com ele, ainda antes de passar pela portaria.
– Estou naqueles dias. – falei.
– Naqueles dias? Menstruada? Mas você não avisa?
Só pude rir. Primeiro pelo seu ar de desapontamento. Segundo, pelo fato de ele achar que já estava tudo certo, que era só me carregar para a cama. Mas fiquei séria quando descobri… quer dizer, admiti, finalmente, que eu queria ir para a cama com ele. Nunca tinha transado com outro homem… seria a primeira vez.
– Brincadeira. – falei. – Mas você é quem devia ter perguntado antes se eu queria vir aqui ou não, se eu podia vir…
Mas aí já estávamos no box, ele baixava o toldo, eu caminhava para a porta do quar… quer dizer, da suíte. Na verdade nem suíte era, pois parecia maior que minha casa toda. Até cachoeira tinha. Cama redonda, espelhos, jogos de luzes, música…
Acho que vou transar. – murmurei, brincando comigo mesma.
Ele colocou suas coisas sobre um móvel e fiz o mesmo com minha bolsa em outro móvel. Ele ficou me olhando a uma certa distância e senti um forte impulso em me ver livre, completamente livre: juntei o vestido pela barra e o tirei pela cabaça, fiquei só de calcinha e sutiã… ele arregalou os olhos.
Mas logo me puxou para a grande cama, deitando-se e fazendo eu me deitar por cima dele. Imediatamente nossos sexos se encaixaram… quer dizer, meu sexo ficou sobre o dele, separados pelos tecidos da cueca e da calcinha. Seu membro estava duro feito pedra e comecei a me esfregar sobre ele, sentindo aquele volume todo e fazendo suspense para quando fosse o momento de colocar os dois frente a frente, carne conta carne. Adorei me esfregar nele, pois adoro me esfregar com o meu namorado, antes do principal. Isso me lembra muito meus tempos de esfregação em que por nada nesse mundo eu deixava o menino tirar seu negócio para fora e menos ainda eu baixava a calcinha. Era uma delícia ficar me esfregando, sentindo aquela vibração, aquela vontade… Acho que foi isso o que senti naquele dia na salinha dos fundos: um gozo igual aos dos meus tempos de menina.
Mas eu não era mais menina. Deslizei-me para trás, puxei sua cueca, vibrei com aquele mastro saltando e apontando para cima, durão, grandão, muito a fim de me transpassar. E senti que iria gostar muito de ser transpassada. Mas antes eu queria sentir ele todinho nas mãos, na boca… pegar, apertar, deslizar a mão, colocar na boca, passar a língua, tentar engolir até a garganta. Chupei até que ele pedisse para eu parar, dizendo já não estar aguentando mais.
– Vem! – ele disse, e nem acreditei que estivesse me puxando até ficar com meu sexo sobre a sua boca… o menino submisso, eu por cima. Sempre adorei essa posição, mas nem sei porque, pois nunca calhou de fazer com o meu namorado. Sei lá de onde tirei essa ideia.
O Luca lambeu e mordeu minha calcinha por algum tempo, até que me fez levantar uma perna, depois levantar outra, e ficar sem ela, no jeitinho para ele lamber e chupar meu sexo, minha xana. E ele chupou gostoso, principalmente quando levantei uma perna, ficando mais aberta, e pude então fazer movimentos com os quadris.
Mas também cheguei num ponto em que não aguentava mais. Deslizei meu corpo para trás, encavalei minha xana sobre o seu membro e me esfreguei… carne contra carne. Mas não por muito tempo. Logo me levantei, peguei uma camisinha, coloquei nele e sentei, e só então me lembrei de tirar o sutiã.
Uau! Seu pinto gostoso entrou forçando minha vagina para os lados e para os fundos, e bateu bem lá no fundo, lá onde eu gosto, lá onde me dá um tesão que me tirar do controle. E fiquei descontrolada em cima dele, subindo e descendo o corpo, mexendo os quadris para frente e para trás, mexendo pros lados, até que ele agarrou minhas coxas, fez uma cara de horror, e gozou.
Sempre acho que homem faz uma cara de horror quando goza; meu namorado faz e imagino que todos fazem. Mas já tive a curiosidade de saber como é a minha cara quando eu gozo, coisa que me aconteceu logo depois dele. Senti a vibração subindo, o corpo estremecendo, a voz descontrolado, os olhos cerrados… e despejei meu tesão, quer dizer, tive um orgasmo fantástico. Não foi igual àquilo que me aconteceu na salinha dos fundos, quando ele enfiou o dedo, mas foi algo bem mais forte que os orgasmos que sempre tive com o meu namorado; talvez pela novidade, por estar com outro homem… Sei lá.
Bom… o resto do tempo foi aquela sequência normal. Ainda em cima dele, continuei me esfregando, querendo mais uma vez e sentindo que ele também queria. Mas quando nos vimos bem quentes achei que devia trocar a camisinha e dessa vez foi ele quem levantou e foi pegar, E quando voltou, me empurrou de bruços, me fazendo até pensar que estava a fim do meu bum. Mas ele colocou na xana, enfiou tudo, e depois ficou massageando meus seios, masturbando meu sexo, e quase arrancando pedaços do meu pescoço.
E eu… Eu só erguia os quadris o quanto podia, mexia o quanto podia e gemia o quanto podia, até o momento em que os gemidos já não adiantavam mais e comecei a gritar, gritar… e gozar. Acho que chorei nesse momento, tenho certeza que chorei, de tesão, prazer, muito prazer.
O lençol estava todo enrolado sob o meu peito e se houvesse mais alguns segundos antes do meu orgasmo acho que eu teria puxado até o colchão.
– Você é gostosa. – ele me disse, algum tempo depois, deitado ao meu lado.
– Não sou igual a todas as outras? – perguntei. – Tenho pernas, seios, sexo, tudo igual.
– Mas tem algo que nem todas têm.
– E o que é?
– Sex appeal.
– É mesmo? E em que parte do meu corpo fica esse negócio aí? – brinquei.
– Em você todinha. Por isso é que meu avô ficou doidão, eu fiquei doidão, meu irmão… e quer saber,? Até minha namorada…
– Sua namorada? Não sou chegada em mulher, não. – falei, já me colocando meio sentada na cama.
– Calma! Não esperou eu terminar de falar. Até minha namorada ficou invocada com você, achando que você ia me seduzir. Anda num ciúme só.
– Meu Deus. Se ela souber disso, então, vou ser uma sex morta.
Rimos, caímos nos abraços, nos beijos, no chuveiro, na sauna, na esfregação e chupação debaixo d´água, dentro d´água, na chupação na cama, no 69, na terceira, na saideira…
– Você também é muito gostoso. – falei pra ele.
– É mesmo? Tenho sex appeal?
– Não. Você tem sex a pinto.
Foi a primeira vez que me senti transando de verdade… quer dizer, transando por transar, por prazer, por sacanagem, algo um tanto diferente das transas por amor com o meu namorado.
Ele me deixou em casa já eram quase onze horas, meus pais preocupados, quase ligando para o meu namorado para saber se estávamos juntos… E só então lembrei que havia desligado o celular ainda antes de entrar no carro do Lihert e depois esqueci de ligar. Falei que estava sem bateria.
Dormi feito pedra, se é que pedra dorme. Mas…
Alguém pode acreditar que no dia seguinte, sábado, eu já estava transando novamente, traindo novamente. Mas não foi com o Lihert, nem foi com o meu namorado, e menos ainda foi com o velho. Foi com o Ravi, irmão do Lihert.
Se há uma coisa que acho feio é homem que come e depois sai falando pra todo mundo que comeu. Já vi amigas minhas passar maus bocados por causa disso. E acabei passando também… se bem que, não foi tão mau bocado assim.
O Ravi me ligou logo cedo no sábado, dizendo que havia um pepino que precisa se r resolvido antes que os fiscais da prefeitura passassem por lá na segunda-feira, e corri para a fábrica, esperando encontrar ele, o Lihert, a patroa, todo mundo. Mas só estava ele. E foi curto e grosso.
– Meu irmão comeu e eu quero comer também.
– Mas que história é essa? O que você está pensando que eu sou? Quem te falou que o Lihert…?
Foi ali mesmo, no escritório, sobre a mesa, sobre a cadeira, sobre uma das duas poltronas. Nem cheguei a tirar o vestido, pois que estava morrendo de medo de chagar mais alguém. Mas a minha calcinha ficou um tempão pendurada no encosto de uma cadeira, fazendo companhia para sua calça e cueca, enquanto íamos juntando também algumas camisinhas no assento da mesma cadeira.
Transamos a manhã inteira e em quase nada ele era diferente do irmão. Era gostoso, era carinhoso, e tinha “sex a pinto”… um pinto gostoso demais para pegar, chupar, sentir na xana…
– Aí não, por favor. Nunca fiz e pretendendo nunca fazer. E pode tirar esse dedo! Que coisa!
Não sei. Talvez algum dia eu até experimente atrás, tenho uma certa curiosidade, já conversei com meninas que fazem e dizem que gostam. Mas não sei quando vai chegar esse dia, pois, por enquanto, ainda tenho reservas morais muito grandes.
O Ravi me pagou um almoço gostoso e pedi que me deixasse no Metrô, que não me levasse até em casa, pois o namorado podia estar por lá.
E por falar em namorado, bem que ele andou me rodeando naquele mesmo sábado, à noite, mas falei que estava indisposta e que no dia seguinte a gente ia, como de fato fomos, como de fato transamos gostoso, como sempre costumamos transar.
Acho que tirei o meu atraso naqueles três dias, se é que eu estava atrasada.
Mas quem queria tirar o atraso também era o senhor Husmann. Eu tinha até esquecido dele, mas ele não tinha esquecido de mim. Na semana que se seguiu ele não me deu sossego enquanto não me convenceu a passar com eles algumas horas num motel. E me convenceu mostrando uma sacola.
– Aqui ter 50 mil. Vai comigo na sábado e te entrego no despedida.
– Sábado, senhor Husmann?
Eu tinha outros desejos; quem sabe o Lihert, quem sabe o Ravi, mas acabei passando toda a semana só pensando em como iria fazer para justificar aquele dinheiro todo lá em casa, com o meu namorado… Pensei em deixar guardado num banco, esquecer que existia. Pensei em dizer que tinha achado na rua. Pensei em dizer que tinha ganhado no jogo do bicho, eu que nunca joguei e nem sei como se joga. Pensei num monte de possibilidades, mas o sábado foi chegando e não me decidi por nada, a não ser que ia guardar o dinheiro bem no fundo do meu guarda-roupa e só tirar quando tivesse uma solução.
E como são os homens, não? Parece que só querem mesmo é o desfrute.
O Lihert me comeu e depois passou a semana inteira sem falar comigo, quase sem olhar para mim. O Ravi me comeu e depois… fez a mesma coisa. Até parecia que estavam com medo de alguma coisa, pensando, talvez, que eu fosse falar sobre o ocorrido entre a gente, causar algum mal estar entre eles e a mãe, fazer chegar aos ouvidos das namoradas… Talvez fosse isso mesmo. E era.
Mas nem tive tempo de ficar pensando muito sobre isso. Eu tinha era um pepinão daqueles para resolver no sábado, e ficava o tempo todo imaginando que reação eu teria ao ver o homem inteiramente pelado num quarto de motel.
Melhor nem pensar, me decidi. Melhor deixar para o momento. Não devia ser tão horrível assim.
E na sexta-feira ele me mostrou novamente a sacola explicou direitinho que eu devia esperar por ele na Estação Tucuruvi do Metrô, que ele chegaria também de metrô, que pegaríamos um táxi…
– Tudo certo, senhor Husmann. Amanhã às nove horas estarei lá.
E no sábado de manhã aprontei-me para o sacrifício. Não fosse os cinquenta mil…
Até providenciei uma bolsa maior para transportar a sacola com o dinheiro sem levantar suspeitas.
Cheguei no local um pouquinho atrasada, mas como ele ainda não havia chegado, tudo bem. Mas deu nove horas, deu nove e quinze, nove e meia, dez… Às onze eu desisti. Voltei para casa, não sei se feliz e aliviada, não sei se triste e frustrada.
Passei um final de semana procurando extrair o máximo do meu namorado, só para esquecer que eu quase tinha encarado o homem gordo e enrugado, e na segunda fui trabalhar, esperando para ouvir as desculpas do homem para não ter ido ao encontro.
FECHADO POR LUTO
Fiquei sabendo depois que o senhor Husmann havia avisado a família que ia até o centro da cidade, mas que sofreu um ataque cardíaco um pouco antes de chegar na estação do Metrô, foi socorrido, levado a um hospital, mas não teve jeito.
– Ele parecia tão feliz, tão empolgado. – disse-me o Lihert, dias depois. – Ele saiu com uma sacola, dizendo que ia levar um rádio para um restaurador, mas é estranho, porque o rádio continua lá em casa e…
– E a sacola? – perguntei.
– Não sei. Sumiu. Acho que alguém deve ter passado a mão, mas não sei no quê, se ele não tinha levado o rádio.
– Vai saber. – exclamei, quase xinguei, só pensando que algum filho da puta estava àquele momento com uma grana que devia pertencer a mim.
O Lihert empurrou o lençol, descobrindo nossos corpos, e perguntou se eu aceitava uma bebida.
Nunca antes eu tinha bebido nada além de refrigerante, mas achei que devia aceitar… eu precisava aceitar.