Inferno vivido por uma Doméstica

Este relato é longo e verdadeiro, contém relatos de muita dor, humilhação e sofrimento.
Nasci e fui criada na Zona Rural, minha família era muito pobre e vivíamos com pouco, o meu nome é Sônia e hoje tenho 22 anos, quando completei 15 anos, os meus pais falaram com a Dona Vanda para ela me levar com ela para trabalhar como empregada em sua casa, dona Vanda uma mulher de 45 anos e que é filha natural da minha cidade, mas que depois de casar com o seu Fábio moço da capital hoje com 55 anos, ela foi embora e para visitar os parentes que ficaram ela só voltava na cidade uma vez por ano e sempre no período do São João.
Foi assim que vim morar na capital, dona Vanda era uma mulher muito esnobe, trabalhávamos em três em sua casa, eu que cuidava da arrumação da casa, dona “Maminha” era a cozinheira e o senhor “Josie” um senhor com 55 anos que trabalhava cuidando do jardim.
Dona Vanda nos travava muito mal e para ela os empregados, eram como escravos brancos, ela sempre nos gritava, mas quando recebia visita nos tratava com gentileza, o senhor Josie falava que com a idade que tinha, não conseguiria emprego em outro lugar e precisava muito daquele emprego e por isso se sujeitava.
Um dia eu já estava recolhida para dormir quando o senhor Fábio meu patrão chegou de viagem e dona Vanda me chamou para preparar a janta, eu para não demorar, não vesti o meu uniforme e fui com uma blusa e um short, porém compostos, dona Vanda fechou a cara pro meu lado, mas não falou nada na frente do marido, no dia seguinte foi tudo normal.
Três dias depois, o senhor Fábio viajou e eu estava em um dos quartos da casa arrumando a cama quando a dona Vanda entrou e fechou a porta batendo com força, eu percebi que ela estava muito brava, então eu perguntei o que havia acontecido, foi a partir desse dia que ela começou a me bater, me agredir física e moralmente, ela veio em minha direção, segurou os meus cabelos e começou a gritar:
– O que você quer com o meu marido sua vagabunda safada, você está querendo se exibir para ele é?
Começou a me bater, dava na minha cara, me jogava no chão e me chutou várias vezes, sempre gritando e falando:
– Nunca mais saia do quarto que eu lhe empresto para você dormir sem está com a sua farda de trabalho, sua piranha nojenta, agora levante e olhe para mim.
Eu chorando levantei e pedi para ela não me bater mais, ela me mandou repetir que eu havia entendido ás ordens dela e eu repeti, ela me deu outra tapa na cara e antes de sair do quarto falou:
– Agora faça a sua faxina, limpe bem o chão para eu pisar, sua cachorra.
Eu passei o dia muito mal e a noite não parava de chorar e pensei em voltar para minha humilde residência, mas eu precisava mandar dinheiro para os meus pais e meus irmãos.
No final de semana quando o senhor Fábio estava pra chegar, dona Vanda entrou no meu quarto e falou:
– Você sabe que amanhã o seu patrão vai chegar, então eu não quero que você saia do seu quarto, vou falar pra ele que você está doente.
Então eu perguntei quem cuidaria da casa? Dona Vanda bateu na minha cara e falou que quando o marido se recolhesse para dormir ela mandaria me mandaria lamber a casa.
Passei o dia inteiro dentro do meu quarto, e o meu almoço e minha janta já foi a Maminha a cozinheira que me levou, por volta das 22h, dona Vanda entrou no meu quarto e falou:
– O meu esposo já foi dormir, eu falei para ele que você tem um namoradozinho que é um drogado e que ele havia passado uma doença para você, agora vá lamber a minha casa, pois você já vadiou muito e não faça barulho, pois qualquer coisa que você fizer quando o Fábio viajar você já sabe o que vai acontecer, não sabe?
Eu fui limpar a casa e sem fazer nenhum barulho, quando já estava acabando a faxina, estava limpando o chão da cozinha, o senhor Fábio me aparece e eu fico gelada e começo a tremer, ele então me diz que levantou para tomar água, mas não esperava que eu estivesse trabalhando àquela hora, antes que eu respondesse alguma coisa, a dona Vanda chega á cozinha e pergunta o que está acontecendo, então o senhor Fábio começa a falar:
– Vanda você me falou que a Sônia esta doente, então por que você permitiu que ela trabalhasse e ainda nessa hora?
Dona Vanda com a cara mais sínica responde:
– Meu amor, eu falei para a Sônia que não precisava trabalhar, passei o dia cuidando dela e para mim também foi uma surpresa ela está trabalhando, Sônia minha filha, vá tomar um banho quente e depois venha tomar uma sopinha e vá dormir, não precisa trabalhar enquanto você estiver doente.
O senhor Fábio então falou:
– Sônia, faça o que a Vanda está falando e amanhã eu vou te levar ao médico, você não pode melhorar se não for medicada, boa noite!
Então ele voltou ao quarto, eu já ia saindo quando a dona Vanda falou:
– Para onde você pensa que vai? Termine a limpeza e amanhã você não aceite que o Fábio vá te levar ao médico, diga que o seu “Homem” não iria gostar, e quando o Fábio viajar, você vai me explicar direitinho essa história de vocês dois sozinhos aqui na cozinha.
No outro dia eu estava no meu quarto atendendo ás ordens da dona Vanda, quando bateram na porta, eu então perguntei quem era, para minha surpresa a dona Vanda respondeu:
– Sou eu minha filha, posso entrar?
Eu estranhei, mas respondi que sim, dona Vanda entrou e sussurrando com a cara feia falou para eu deitar na cama e me cobrir, então ela falou para o senhor Fábio entrar, quando ele entrou perguntou se eu estava me sentindo melhor e me mandou trocar de roupa para ir ao médico, eu falei que não precisava então ele falou que estava me esperando na sala e que eu não demorasse e saiu do quarto.
Eu então perguntei para dona Vanda.
– E agora o que eu faço? Pois não tenho nada e o médico vai perceber.
Dona Vanda já estourando de raiva falou:
– Fique no quarto que eu vou falar para ele que você não vai, para o seu namorado não bater mais em você e quando o Fábio viajar você vai me pagar.
Então ela saiu do quarto e eu fiquei chorando sem saber o que fazer.
Na segunda feira era o dia da folga do jardineiro e quando o senhor Fábio viajou, dona Vanda mandou dona Maninha a cozinheira tirar o dia de folga, pois iria viajar e que ela só voltasse na quarta pela manhã e que avisasse ao Josie que também só voltasse na quarta.
Quando dona Maninha saiu, dona Vanda fechou ás portas, eu subi para arrumar os quartos, quando desci dona Vanda estava sentada na sala tomando whisky, então ela levantou e perguntou se eu já havia arrumado a casa, eu falei que em sina estava tudo pronto, ela então levantou, pegou um chicote que daqueles que bate para o cavalo correr e me mandou tirar a roupa, eu então indaguei sem entender, tirara roupa? Ela me falou pra ficar nua e eu falei que não faria isso, então ela me bateu com o chicote uns quatro vezes e gritou; “Tire a roupa”.
Eu chorando comecei a tirar a roupa, fiquei de calcinha e sutiã, então ela cuspi-o na minha cara e gritou: NUUUUA. Eu fiquei nua então ela me segurou pelos cabelos e me arrastando me levou para o quarto do porão, lá me perguntou se eu estava preparada para morrer, eu entrei em desespero e pedi para ela não fazer nada e que eu iria embora pra casa dos meus pais, ela então me mandou beijar os pés dela, quando estava beijando ela me deu uma chicotada nas minhas costas.
Depois pegou o meu braço e me algemou na cama e saiu.
Eu chorava e pedia a Deus que saísse dali com vida, adormeci e acordei com um balde de água fria que a dona Vanda vogava em cima de mim, eu completamente nua e com frio, o meu medo aumentou quando percebi que ela estava bêbada, então ela falou:
– Você está querendo dá para o meu marido, está querendo tomar ele de mim sua vaca?
Eu falei que jamais pensei nisso e que eu indo embora tudo ficaria bem, ela me bateu na cara e falou para eu me calar, me soltou e me mandou subir para tomar um banho, soltou o lado da algema que estava presa á cama e subi nua e com a algema na mão.
Dona Vanda sentou no sofá e bebendo cada vez mais, então eu pensei que ela estando bêbada eu teria que reagir, quando fui entrando no banheiro e celular da dona Vanda começava a tocar, eu imediatamente peguei e entrei no banheiro, quando fui trancar a porta, percebi que á chave não estava então rapidamente atendi o celular e fui logo pedindo socorro, era o senhor Fábio, eu falei que a dona Vanda estava me torturando no porão e que ela estava bêbada e que iria me matar, foi quando ele falou para eu ficar calma que ele ainda não havia viajado e que estaria voltando pra casa e desligou.
Dona Vanda entrou no banheiro e perguntou com quem eu estava falando, eu soltei o celular dentro da privada e falei que estava rezando, ela me arrastou pelos cabelos e falou que eu teria a vida eterna para rezar, me levou de volta para o porão me prendeu na cama, pegou um vibrador preto e enorme e falou:
– Já que você quer dá para o meu marido, eu vou lhe estuprar para tirar o seu queijo.
Ela sentou em cima de mim com ás costas virada para o meu rosto abriu ás minhas pernas com força segurou o vibrador com ás duas mãos e foi enfiando com força, ele ia entrando e me rasgando, sentia muita dor e o sangue escorrer, eu gritava e pedia para ela parar, falava que não estava aguentando e que eu iria morrer. Ela então tirou o vibrador e meteu na minha boca, o gosto de sangue era horrível, ela voltou a meter na minha buceta, já não estava mais aguentando quando a polícia invadiu o porão e o senhor Fábio veio em minha direção e me enrolou em um lençol e me mandou esperar, eu neste momento desmaiei e quando acordei já estava no hospital.
O senhor Fábio estava ao meu lado e perguntou se eu estava melhor, eu ainda confusa e assustada não respondi nada, então depois de cinco dias internada aonde recebia a visita do senhor Josie e da dona Maninha, recebi alta e fui ouvida pelo delegado aonde narrei tudo pelo que passei dentro daquela casa, quando sai da delegacia o senhor Fábio quis me levar pra casa dele e eu falei que nunca mais colocaria os pés naquela casa, então ele falou que ia me levar com ele, pois precisava trabalhar e que não queria que eu voltasse daquele jeito pra casa dos meus pais, dona Maninha me incentivou muito e eu aceitei.
O Fábio me proibiu-o de chama-lo de senhor e colocou dois advogados para dona Vanda, uma para defendê-la criminalmente e outro para cuidar do divorcio, se passaram dois meses e o Fábio me respeitando totalmente, foi então que foi comigo a casa dos meus pais e contou tudo para eles, mas tudo mesmo, então pra minha surpresa o Fábio me pediu em casamento na frente dos meus pais.
Fábio deixou a casa onde morava para dona Vanda, e comprou outra casa na cidade em que trabalha. Hoje eu estou morando maritalmente com o Fábio, esperando apenas o divorcio dele para nos casar, seu Josie e dona Maninha vieram conosco e não são meus empregados, mas meus melhores amigos, dona Vanda foi condenada a 4 anos de prisão e falasse que no presídio conheceu Patrícia uma agente penitenciária e que estão vivendo maritalmente, essa agente inclusive já mora na casa da dona Vanda, esperando apenas que ela cumpra a pena para viverem juntas.

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